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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Joker, o Príncipe e Ele...

O Joker...
Joker... a person who enjoys telling or playing jokes. E enquanto eu saía do carro... "Eu não gosto de ninguém". "Pois não, gostas de mim". "E gosto."... Gosto... mas tu és o joker. És a carta fora do baralho. E por muito que queiramos nunca vai ser diferente, nunca vai poder ser de outra maneira. E é bom assim. É fantástico. Tu sabes... Só que... é isso. Só isso e nada mais do que isso. Não podemos e não devemos passar disso. E ser felizes com o que temos. Gostar mais do que isto era a nossa sentença de morte, mesmo que ache pouco provável conseguir gostar mais. Querer mais. Quando a receita está no não querer. E claro que te levava para casa. Claro que no meu mundo perfeito podíamos ser felizes para sempre. Tu sabes. É impossível.
*
O Princípe...
O complicado princípe... 3 anos depois... os anos passaram por nós e os silêncios, as falhas de comunicação... o amor ódio... tudo continua o mesmo. E nada muda, sem ser os dias do calendário... "A pergunta que se impõe... isto não significa nem nunca mais vai significar nada pois não?" e eu já sei que não. já sei que os teus silêncios significam "fica longe". e eu "é que por vezes... ainda fazes borboletas na barriga... e é tão bom. pensa no nosso caso. bj"... e as borboletas. Sempre as borboletas... As pernas a tremer... As lágrimas nos olhos. O sentir cada vez como se fosse a última... e no fim a indiferença. Porque sabes que sim. Porque me habituei a viver sem ti e isso é quase um prazer.
*
Ele...
A tua cama. As coisas que te ofereci. O quadro, as fotos... todas as tuas recordações metidas numa caixa velha de cartão... e nem sabes o quanto me apeteceu abrir e mexer... e remexer-te. Rasgar todos os bocadinhos de mim que ainda pudesses ter contigo. Queria que desaparecesses para sempre da minha vida. Juntamente com a tua existência nela... Queria que não me tivesses partido o coração. Queria que continuasses a gostar de mim. Daquela maneira. Alguma vez alguem vai voltar a gostar de mim assim?! Queria que voltasses e me voltasses a proteger do mundo daquela maneira tua. Mesmo que depois fosses o primeiro a........ Queria-te. Outra vez. Com muitas saudades.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O meu mundo cor de rosa...

Tem dias que correm melhor. Outros pior. Umas vezes chora-se. E chora-se porque sim, chora-se porque não... Com o riso passa-se o mesmo. A maior parte das vezes não percebo porque me ando a rir, quando só me dá vontade de chorar. Ainda bem que por dentro o nosso mundo é cor de rosa... (experimentem olhar para dentro da boca... a língua... as gengivas... tudo cor de rosa... o que para mim é indício bastante de que todo o meu mundo inside é cor de rosa)...
Depois há o andar de patins às tantas da noite... os episódios dos Simpsons... as mensagens escritas... o toque patinho de borracha do tlm... as viagens... os copos do Hard Rock... a anatomia de Grey... os quadros a ponto cruz... há o princípe... as borboletas na barriga... os livros maravilhosos... caspar david friedrich... within temptation...
(não me apetece escrever mais. to be continued...)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

The man who can't be moved...

Não gosto de pensar muito nas coisas. Mas na verdade, acabo, mesmo que inconscientemente, por pensar nelas... E muito. O suficiente para nunca me arrepender.
*
Passei muito tempo a pensar "porquê?" Como é que é possível não gostarmos de alguém que nos dá tudo. E tudo significa mesmo tudo.
*
Depois o resto é bom. É bom quando nos fazem deixar de pensar. É bom ouvir o nosso nome uma e outra vez. É bom quando assim, casualmente, sai um "Adoro-te miuda" a meio dum cafézito... é bom poder não ter que reagir... como se aquela frase dita por aquela pessoa fosse algo tão normal como... "Queres mais alguma coisa?", ou... "Então, novidades?"... É bom sentir o "Adoro-te miuda" como um lugar comum... um lugar que é nosso... e pela primeira vez sentir um bocadinho de segurança, com aquela sensação quentinha de "home sweet home".
É bom ter-te de volta =) Tinha saudades de olhar nos teus olhos.
*
Talvez tenhas razão. Se calhar os fantasmas têm mesmo de ficar no passado. Talvez não passem de isso mesmo. De fantasmas. Daqueles teimosos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Tre Baci de la Fortuna"

Lembrei agora que faz hoje um mês... Esperaste três horas por mim :P Eu a amaldiçoar a Camila, que não se despachava, mas sem conseguir deixar de a ir pôr à estação... "Ainda vais levá-la?? Não!! Vou já directa para aí..." Mas sabes que eu não ia conseguir nunca deixar de a levar... Depois o trânsito... Dia 23 de Dezembro, véspera da véspera de Natal... eu no carro... a pensar no que podia correr mal... a pensar que era demasiado bom para ser verdade... eu revoltada com o mundo...
Depois... depois fomos jantar... foi engraçado. Diferente. Os teus olhos... Eu com o meu mundo em ruínas... Comi esparguete à bolonhesa. Ou não comi... Deixei metade no prato.
Depois fomos ver o mar. Estava frio, lembras? Meteste-me dentro do teu casaco para me proteger :)
Depois aprendi que os "Tre Baci de la Fortuna" podem realmente trazer sorte e felicidade... mesmo quando alguém nos pergunta se o mar é bonito ou qualquer coisa do género.
É bom quando se ganham prendas antes do Natal... É bom quando se abrem janelas, principalmente depois de se ter fechado uma porta... Passado um mês, é bom saber que mesmo longe, estás por perto...
Acima de tudo é óptimo quando estamos junto. Adoro como consegues fazer-me feliz. Gosto do teu ar angelical, de quem não faz "aquelas coisas"... gosto das tuas regras, de não as cumprir uma e outra vez... Gosto do teu cheiro inebriante... Gosto quando repetes o meu nome 25 vezes por minuto ;)...
Essencialmente gosto de ti.
E passado um mês parece que já te conheço assim há quase dois anos... ou mais... e se calhar conheço mesmo! ;)***

Woman in the dark...

Às vezes penso que não passo de uma "mulher na escuridão"... e se tudo não passar de uma história que vou contanto uma e outra vez a mim própria?! Se tudo não passar de uma mentira... ou se tudo não passar de uma ilusão... tenho medo. Muito muito medo. E ele disse-me "Olha que nem todos são como eu..."... E eu quero acreditar MESMO que não...
*
A ler... "Homem na Escuridão", de Paul Auster...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Domingo, às 15h =)

Hoje de manhã vinha no autocarro a ouvir "If I were a boy", de Beyoncé... E ouvi...
"If I were a boy,
I'd turn off my phone,
Tell everyone it's broken,
So they'd think that I was sleeping alone".
E lembrei-me de todas as noites em que tinhas o tlm desligado... e em que sim, realmente pensei que estavas a dormir sozinho...
*
Na verdade... na verdade a maior parte das vezes não há que hesitar. Receber chamadas a meio da noite pode ser algo bom e absolutamente normal. Ou então não... Porque há chamadas e chamadas. Assim... sigo o caminho certo. E a verdade é que me sinto bastante feliz! =)
*
E ouvi uma e outra vez "Cada lugar teu" da Mafalda Veiga... e de cada uma das vezes a música trouxe-me algo de novo e especial... no entanto nunca me trouxe a tua pessoa! :P

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Boa Noite a todos... aí em baixo...

Sentei-me no meu baloiço... tenho um pendurado no alpendre... tem forma de lua... quando olho para um lado vejo o mar... posso sentir os cabelos ao vento... posso ver-me a correr de mãos dadas pela areia, com os pés descalços... do outro tenho um pinhal... e por muito que olhe, não há mais do que árvores, um rio ao fundo... eu sentada com o meu livro... paz...
*
Hoje é um dia normal não é?! Então porque é que não há ninguém no escritório?! Porque é que chove!? Porque é que eu não me sinto eu?!... Porque é que tenho vontade de chorar?!...
*
As coisas nunca correm como queremos... O segredo é, mesmo assim, conseguir ser feliz...
Por isso mesmo... e porque hoje é um dia como qualquer outro...
Feliz 2009...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pedacinhos de lua...

Hoje queria arranjar uma maneira de te fazer mais feliz... Ontem também. Queria que fosse tudo tão simples... queria que um kilo de castanhas ou um passeio à beira mar te pudessem fazer sorrir... estou habituada a que resulte...
Passeei pelo jardim, olhei para as montras... Quis transformar o sol num símbolo de felicidade... Já reparaste há quanto tempo ele brilha!? Depois imaginei que o meu carro branco afinal já não era um carro branco, era um cavalo alado chamado Rocinante e eu era a princesa... assim uma espécie de Dulcineia... Sabes... Nada...
Continuei... telefonei 3 vezes. Queria ouvir aquela voz que está do lado de lá. Não sei... pensei que no meio de um diferente alfabeto de P's e B's poderia encontrar a inspiração suficiente... pensei também que a maria podia ajudar... então comuniquei com ela por telepatia, e perguntei-lhe "como hei-de fazer alguém mais feliz?", mas senti-a des-sintonizada... provavelmente à procura de uma mesma resposta... Também tinha os meus ganchinhos novos... ou o meu caderninho de registos... mas tanto uns como outros estão ainda vazios e sem história...
Depois, no fim... depois no fim acho que desisti... sabes... senti-me impotente... Senti que talvez não houvesse mesmo nada a fazer... Sentei-me e fiquei à espera...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porque amanhã é sábado...

"Amanhã liberto-me entre as flores do jardim. Botarei discurso às moscas e migalhas aos peixes do lago. Soltarei os cães nas ruas do bairro. Quero-me burguês esquecido. Vou pôr as malas à porta, para com o amarelo das giestas esconjurar o demónio. Se não encontrar giestas, uso malmequeres."
"Os dias do Fim", Ricardo Saavedra
*
Também vou tomar pequeno almoço à Fnac. Almoçar na Chica. E depois assim ao fim da tarde... Quem sabe vou ao cinema...

No dia 14.

No dia 14 fez sol. Sim. Muito sol. Decidi que tanto sol era um indício de que deveria começar um novo livro. "Os dias do fim" de Ricardo de Saavedra. O autocarro demorou 41 páginas a chegar a Lisboa. E durante esse tempo revivi a guerra em Moçambique, voltei a lanchar no Polana... voltei a viver, através da literatura, o 25 de Abril nas Colónias Portuguesas.
*
Depois, quando deixei de ler, para andar, pensei. Pensei no que comentava no outro dia com a R. Já não somos umas miudas. Sem sabermos como ou porquê, crescemos... e consigo perceber isso em cada passo que dou, nas coisas pequeninas em que penso. Também através dos sonhos dela, dos problemas dos outros... Consigo perceber isso quando a minha mãe se conforma com o facto de eu um dia destes sair de casa, e mo dizer abertamente... não sei... é uma sensação estranha esta de ser uma menina crescida...
*
No fim, há aquelas coisas em que quero continuar a ser bebé... gosto de no fim ficar assim sentada ao teu colo... embrulhada numa manta... como nunca... como sempre...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

[à maria...]

"Um dia a minha casa vai cheirar a torradas logo de manhã... e vai entrar o sol e através dos raios vamos poder ver aqueles grãozinhos de pó... ao longe tenho a certeza que vamos ouvir um chuveiro a correr... é Ele a tomar duche... Depois Ele vai gritar a pedir uma toalha. Na minha casa vai haver brinquedos espalhados pelo chão... e biberons... e chuchas... uma lareira para aquecer à noite... um montão de filmes para ver... e sabes... e vou namorar muiiiito... mas sempre sem fazer barulho, para não acordar o bebé..."

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ei.... Psiiiiiiu.... Meu amor...

Meti a chave à porta e cheirava a torradas... A nossa casa um dia há-de cheirar assim...
Entrei sem fazer barulho... não queria acordar o nosso pequeno mundo... havia um véu intenso... silencioso... consegui sentir os anjos tristes, já sem asas [podíamos ser nós...], a pairar pela casa... fiquei calada, senti cada sombra da tua presença em pormenores mínimos. Fiquei. Senti que te fazia falta, senti que nos fazias falta... sabes... por breve e branda que fosse a tua ausência, era demasiada responsabilidade para mim tomar conta sozinha de uma coisa tão pequenina, mas tão grande... eu sei que era teimosia minha... mas não quis deixá-lo abandonado... é o nosso mundo. Vou tomar conta dele... E nada está perdido.
[Leve Beijo Triste - Paulo Gonzo e Lúcia Moniz]
Fechei os olhos e lembrei-me dos momentos que por ali passámos... o tempo doía. O tempo dói... sei de cor cada bocadinho de ti, cada lugar teu... a curva dos teus ombros, a verruga pequenina debaixo do braço... o sinal nas costas. Podia reconhecer-te de olhos fechados... Não percebi porque tinhas ido.No entanto, sem ter defesas que me fizessem falhar, mais uma vez, pedi baixinho para que ficasses... pedi baixinho que não esquecesses nada daquilo que te dei, e que lá, longe de nós, no sítio onde o tempo se perdeu, no sítio para onde insististe em fugir, pudesses sentir que eu estava ali à tua espera. Pudesses confiar e sentir que íamos chegar àquele sítio mais nosso, mais fundo, "onde só chega quem não tem medo de naufragar"...
[Cada Lugar Teu - Mafalda Veiga]
Voltei a fechar a porta, com cuidado. Não quis magoar nem acordar o nosso doce e pequeno mundo. Ia jurar que ao longe o ouvi chorar... baixinho... senti a tentação de voltar atrás... mas ia doer demais... era uma coisa para ser feita a dois. Tive esperança que, no sítio onde estás, o pudesses ouvir. Sentisses essa vontade de voltar, para pegar nele ao colo e ficarmos os dois, a noite inteira se preciso fosse, juntos, a olhar para ele, a sentir que era nosso, a passeá-lo de um lado para o outro... com ele de olhos abertos a olhar para nós... E nós sempre de mãos dadas... a cuidar do nosso menino... Entrei no carro.
Liguei o rádio e fiquei sentada a olhar para a moldura com a tua foto que trouxe... na verdade não existia uma única foto tua em casa. Não sei como arranjei aquela. Fechei os olhos e, uma vez mais, olhei-te nos olhos. O Brian Adams cantava, ironicamente, que se ollhasse nos teus olhos eu iria ver o que significo para ti... gritava a plenos pulmões as coisas que eu te queria gritar, as coisas que um dia ouvimos os dois... ouviste?!... dizia para olhar para dentro do coração e ver que não havia nada a esconder... Dizia-te para não dizeres que não vale a pena lutar por nós... porque não há nada que eu queira mais que tu... Dizia que não havia amor como o teu, como o meu, que ninguém podia dar mais, Lembrei do dia em que me disseste que me davas tudo o que eu te desse, Lembrei-me que "Everything I do, I do it for you" podíamos ser nós. Porque na verdade somos nós... e dificilmente vamos encontrar alguém algum dia, tão nós.
[Everything I do, I do it for you - Bryan Adams]
Por fim, antes de arrancar, com todas as lágrimas que te prometi não chorar no canto do olho, em fila indiana, uma a uma, a quererem não sair, lembrei que não era do meu feitio ficar sem te dizer nada... Lembrei-me que não era do teu feitio querer que eu ficasse sem dizer nada... Pensei que estávamos apenas a fingir coisas que não sentíamos, para tentar mascarar algo mais forte. Pensei que não estávamos a ser justos connosco, ao fingir algo que não éramos para agradar a um qualquer mundo desconhecido. Liguei o carro, pus a primeira, e comecei a procurar-te...
São 11h01 e o meu telemóvel ainda não tocou. Provavelmente está avariado...
*
O Poeta dizia que as cartas de amor eram ridículas... assim como o amor... tu um dia disseste-me que dizer "amo-te" era ridículo... provavelmente sou ridícula... mas "o amor acho que já existe"...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Então e daqui a 10 anos?

Ontem falei ao telefone. Assim 2 horas... 3, 4... não sei... perdi-lhes a conta... Também não as contei. Assim de repente achei a matemática uma das coisas mais absurdas da vida. Apercebi-me que uma pessoa na verdade NÃO É o b.i. que tem, é uma pessoa... e pronto...
Depois, uma e outra vez, senti-me bem... senti daquelas coisas que não se conseguem explicar. Senti que eu própria não me conseguia explicar... porque na verdade há coisas que não se explicam. Acontecem. E pronto.
Tentei explicar o processo de construção duma casa. Tentei mostrar que eu sou eu.
E depois, depois queria dizer-lhe tudo. E ao mesmo tempo apetecia-me ficar a ouvi-lo. Queria que ele soubesse que sim. Queria que o tempo corresse. Queria não ter idade. Queria que não tivesse medo. Podíamos voltar a crescer e ser crianças outra vez? Podíamos...
Sabes... o que sei é que de alguma maneira sinto coisas estranhas que não sentia há séculos... Borboletas na barriga. Asas nos pés. Sorrisos assim daqueles com a língua de fora.
Ah... e hoje de manhã saí de casa com o cabelo solto... como te prometi :)
Beijo bebé =)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Até amanhã :)

Hoje apaixonei-me...
E claro.. pode ser daquelas paixões que durem três horas... pode durar dois anos ou até durar o resto da vida... Na verdade, pouco me importa...
Hoje apaixonei-me e pronto.
E desde aí, sou feliz. Muito feliz. Foram bons os momentos ao lado dele. Mesmo que nunca mais voltem a acontecer, mesmo que eu para a próxima já não me sinta apaixonada... Mesmo que...
E o estado de encantamento é tal que não me apetece fazer nada, além de ir para casa, sentar-me no sofá e pensar em como a vida pode ser simpática às vezes...
Hoje apaixonei-me...
Amanhã é outro dia... :)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Esta tarde...

Ela viu-o. E eu a telefonar, a mandar sms... eu noutra... a voar por aí. Depois voltamos ao mesmo. Ela viu-o. Agrafou-me os pés à terra. E eu odiei-o uma e outra e outra vez... Pensei nas rodas do carro por cima do cérebro dele... splaaaash... pensei em pontapés, estalos... pensei que o podia espancar até à morte. Depois por momentos, voltei... "Vês o que tu me fazes?!"... Ele a agarrar-me e a não me deixar ir... Como dantes, como sempre... E podíamos ter tido um jantar à borla... Podíamos tanta coisa... E eu outra vez a tentar fugir. A pensar uma outra vez que "after all there was another..."... Sim, R., como sempre... "Sabes que estou bem, sei que estou mais ou menos", porque na verdade nem mesmo... nem mesmo Ele, ou Ele, merecem as minhas, as nossas lágrimas... Depois... depois voltei à triste rotina de sempre... "Tens lume, Margarida?"
*
E hoje eu já não tinha. Nem lume, nem 15 cêntimos para o carro... Também não tinha força ou sequer vontade para pensar, para te passar com as rodas por cima... para te pedir o que quer que fosse... queria-te longe e ao pé de mim. Assim a modos que do outro lado do mundo, assim abraçados. Queria saber que estavas aí... que no meio das coisas que esqueceste está a minha recordação... que apesar de tudo, depois do nada que fomos, que um dia ainda vais voltar a telefonar... "Olá... devo-te 50 euros... e um café!"

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Dorme meu pequeno mundo...







Hmmm... há dias estranhos... em que nem o Batman logo de manha nos pode salvar...

Hmmm... e pergunto eu... será que o que se passou ontem à noite deve ser entendido como um "sinal" de yah, caga nisso...? E o facto de hoje ter acordado com saudades de pessoas que desapareceram, será que se deve a ontem ter reaparecido "alguém" na minha vida?... E ter o jornal aberto na folha da Maddie quando aparece a mummy McCann, vestida de igual a mim?
Hmmmm... reuniu-se a família este FDS... conheci este fds o Gonças, o Vitinho... e o Geronimo....






Entretanto... acabei o "Geneticamente Fúteis", um verdadeiro exemplo de não criticar sem ler...




Também li:

E estou a acabar....


O que tenho a dizer? Andava há anos para ler este livro, praticamente desde que saiu. Não estou nada desiludida... depois de tanta literatura light soube me bem algo mais pesadote... não estou a conseguir sair dos autores portugueses... este "estar em casa" sabe-me bem... É um livro escrito a 3 mãos. 3 histórias que se envolvem... 2 irmãs diferentes... "é um romance de amor, no contraponto de várias ironias. Mas a verdadeira questão que o livro coloca é de saber se o romance sentimental ainda é possível no século XXI".


"Que raio de solidão, de emigração, de transumância a dela. É certo que eu também ando solteira. Mas é só por uns tempos, para não me desconcentrar. Se me pusesse agora a catrapiscar alguém, ia atrasar tudo o que tenho para fazer. Nessas coisas sou muito perfeccionista. Mas são fases. Podia ser o contrário e resultar." [porque é que isto me levou até ti, T.?], Eugenia dixit, in Meu Amor, Era de Noite. Vasco Graça Moura


*Ah... estivémos na nossa festa...


....

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Esta sou eu...

"Para tornares alguma coisa especial, só tens que acreditar que é especial. Não existe ingrediente secreto."
Panda Kung Fu
*
"... sempre pensara que ficaria para sempre só. Não porque seria incapaz de encontrar alguém, mas porque a solidão lhe dava prazer. Sempre que estava só imaginava um outro mundo, julgava as coisas por outro prisma e entendia a vida de forma diferente. Acabara de formular naquela mesma altura um dos seus principais juízos de vida. A solidão seria sempre a sua maior companhia"
"Espero-te em Paris", Joana Mendonça - justiça lhe seja feita, este livro tem um final surpreendente e ultra realista. T., infelizmente o destino não existe, e nem sempre quando as pessoas se gostam acabam por ficar juntas. Se pudesse recomendar-te um livro, que te ensinasse alguma coisa, era este...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sonhos de uma noite de Verão

Ontem a noite foi maravilhosa... de sonho. Mia Couto é o género de homem que encanta e cativa com o olhar. A tranquilidade e a sinceridade. O sotaque. O ser quem é e não ter qualquer problema em assumi-lo...
E citando-o, ainda...
*
Consigo agora escrever e pensar sem ler o teu nome nas entrelinhas... "O tempo é o lenço de toda a lágrima"... Sonho-te, é certo, mas "sonhar é um modo de mentir à vida, uma vingança contra um destino que é sempre tardio e pouco"... nos meus sonhos és quem sempre me foste, e não o outro, o outro que és agora. E durante a noite gosto-te... mas depois passa... durante o dia perco-me por aí... corrompo e sou corrompida, desgasto-me e renovo-me constantemente. Sob o espectro de uma aprovação divina, caio em tentação... e gosto... "se Deus não nos ajuda, como recusar o auxílio do Diabo?"...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

(não me lembro de nenhum título suficientemente bom :P)

"- Estás a cometer um erro - retruca ela. - As pessoas que incorrem em condução perigosa merecem uma lição. Suponho que te vão colocar uma prótese. Hoje em dia fazem-se próteses maravilhosas; não tarda nada, estás outra vez a andar de bicicleta.
- Não me parece - torna ele. - Essa parte da minha vida está terminada."
E depois ainda...
"O que o surpreende em toda a história do hospital é a rapidez com que a preocupação passa de remendarem-lhe a perna («Excelente!», diz o Dr. Hansen, apalpando-lhe o coto com um dedo elegantemente tratado. «Está a consolidar às mil maravilhas. Não tarda nada, volta a ser o mesmo de sempre.») à questão de como ele (a expressão é deles) se aguentará quando for de novo largado no mundo."
Indecentemente cedo, ou assim lhe parece, entra em cena uma assistente social, Mrs. Putts ou Putz.
- O senhor ainda é novo, Mr. Rayment, Paul - informa-o da maneira jovial que lhe devem ter ensinado a empregar com os velhos. - Há-de querer conservar a sua independência, e claro que isso é bom, mas durante uns bons tempos vai precisar de cuidados de enfermagem, cuidados especializados, que podemos ajudar a contratar. A longo prazo, mesmo quando tiver mobilidade, vai precisar de alguém que esteja ao seu dispor, para lhe dar uma ajuda, para fazer as compras, cozinhar, fazer a limpeza e tudo isso. Não tem ninguém?"
"O Homem Lento", J.M.Coetzee

terça-feira, 3 de junho de 2008

Não há coincidências?!

Oh Céeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelia... E agora?
Agora... Agora... pois agora não sei. Agora dói aquela dor fininha... E dá vontade de chorar... E depois amanhã é outro dia, e depois de amanhã ainda outro. Mas o vazio é grande... E eu sei que nem tudo se resume a isso... e que depois não significa nada. E que tenho que olhar em frente e esquecer. E que se falta uma peça no puzzle não posso fazer nada... Ou se calhar nem falta, ele está é mal montado... Mas nem quero saber. Ligar o descomplicador e seguir em frente. Pensar que há males que vêm por bem... Que tenho um padrinho que me "apareceu"... e que é bom ter um padrinho. E que tenho um montão de outras coisas... [a vontade de chorar conta?!]... Acima de tudo tenho que seguir em frente... dores fininhas tem sido algo constante... mais uma menos uma...
Rita Redshoes no leitor de cd's... o carro a 170km autoestrada fora... "Expiação" dentro da mala, o livro... e eu longe... tão longe...