segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Ser-te"

Pensar, sem querer.
Olhar, sem ver.
Tocar, sem sentir.

Ser espontâneo,
despreocupado,
monumental-
mente, simples.

Desejo-te.
Quero-te.
Anseio-te.
Pressinto-te.

Sou teu, porque existo.
E se teu olhar me contempla,
tudo se realiza num milésimo de momento.

O efémero torna-se intemporal.
Temo-nos um ao outro.

Caio do alto de um precipício,
não sinto dor.

Tendo-te, realizo-me.

Alter ego...

Podia dizer-te um montão de coisas... esvair-me em palavras... mas neste momento tudo se resume a isto...
Sabes uma coisa, bebé?... Gosto de ti... =)

domingo, 29 de abril de 2007

Porque eu sei que vais ler isto...


E de repente... a noite... enquanto dormias eu continuava acordada... e não te conseguia ouvir... por mais voltas que desse na cama, por mais que por telepatia chamasse o teu nome... nada... Ansiedade (chamaste-lhe...)... não conseguia gritar nem chorar... porque a voz não saía... e as lágrimas saíam secas... e o silêncio... mais uma vez o silêncio... eu a sentir-me como um cemitério gótico, em ruínas, numa paisagem de Caspar David Friedrich... e tu? Tu respiravas calmamente... dormias, sonhavas... Até que... ao longe no horizonte, os primeiros raios de luz... e de novo o vento a bater nas palmeiras... as ondas a bater na areia... o meu cemitério transformado em praia... todas aquelas que serão as nossas... sim... porque vamos ter todo o tempo do mundo... lembras?! E abro os olhos e estás ali... e tudo não passou dum pesadelo... as coisas que sinto e não quero sentir... as coisas que não tenho coragem para te dizer... as saudades que vão apertando...
t'adoro gordo ;)

terça-feira, 24 de abril de 2007

Uma paisagem paradisíaca...

Depois de uma noite eufórica... o sol nasce num horizonte longínquo... invisível... indiferente... o mundo de repente pára, um segundo... a ténue fronteira entre o ser e o não ser... entre a vigília e o sonho... desaparece...e sonho... e depois volto a acordar dias mais tarde... sinto-te abraçar-me... deitada em cima da cama ("te desnudas angelada y luego te vás") sonho acordada enquanto sinto o suor do teu corpo... não quero estragar nada... a colcha, o momento... aquilo que sinto sentirmos... queria que pudesses ler pensamentos e não ter que te explicar o que vou sentindo... porque por muito que tente não consigo explicar sentimentos... sinto-os e pronto... e aprendi tanto contigo... e num imensurável minuto voltaste a ensinar-me que podia ser feliz... e que as coisas acontecem quando têm que acontecer... e que a vida não é a preto e branco... ja sei que as coisas nascem e morrem... e que mesmo quando morrem podem renascer mais fortes... mesmo que seja para morrer logo a seguir... no entanto disseste-me das coisas mais bonitas que alguma vez ouvi... e aconteça o que acontecer, foste uma lição de vida... é bom saber que ainda existem pessoas assim... como TU!!
Podia dizer que te adoro... mas essa é a parte que tu já sabes...
P.S.- tudo isto poderia ser um quadro... mas preferi pintar por palavras... aquelas que hoje (só hoje?!) foram faltando...
Beijinho para ti, meu gordo ;)

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Esperando o sol

Outubro caminhava para o fim,
via-o nas águas do rio...
Águas vivas,
turvas como um cérebro adulto, de tanta agitação.

Ondas que se vaporizavam, inertes,
nas rochas polidas pela chegada do inverno...

O que esconde o nevoeiro? - perguntei-me
Este...que tanto se parece com o da minha cabeça...
O Sol virá...espero.

Esperei...até hoje...
e a espera continua.