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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vale a pena pensar nisto...

«Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta.»
in "Leite Derramado", Chico Buarque
*
"Cinismo com cinismo se paga"... Camila dixit... [Eu não quero ser assim, eu não quero ser assim, eu não quero ser assim...]
*
E queria viajar num comboio, durante muitas horas. Ver a vida a passar lá fora... De preferência com a minha cabeça encostada ao teu peito...

sexta-feira, 13 de março de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O inatingível estádio da alma

"- Há quanto tempo morremos?
de maneira que eu talvez morto porque lhe entendia a linguagem, as vozes nítidas dentro de mim somando dedo a dedo os anos do funeral, sete, oito, decidi
- Não acredito nestes fantasmas"
"O Arquipélado da insónia", António Lobo Antunes
*
Acredito, não acredito, acredito, não acredito, acredito...
[sabes que também gosto de ti linda Meghy... não sabes?!]

domingo, 25 de janeiro de 2009

O passado contado às crianças...

Ele dizia-lhe que a felicidade não existia. Que a partir de uma certa idade as pessoas fazem as escolhas que lhes parecem mais correctas para um resto de existência o mais normal e pacato possível. No fundo no fundo ele só queria ser feliz, mas não teve coragem para realizar o sonho, preferindo sonhá-lo noite após noite... fazendo-o de modo tão metódico e pensado que, de vez em quando, conseguia que esse sonho fosse de algum modo correspondido...
Depois houve um dia em que ele deixou de conseguir sonhar. A felicidade - que podia ser uma raposa matreira - decidiu que, sem a coragem de a assumir, de o assumir e de se assumir, ele não voltaria a sonhar.
E então ele viveu de forma normal para sempre. Como, aliás, o vizinho de cima, o de baixo... como o amigo do café, como as miudas giras que via, como o colega de escritório... como a maior parte das pessoas que todos conhecemos.
*
"Só hoje esperei, já sem desespero, que a noite caísse. Nenhuma palavra, foi hoje diferente, do que já se disse. E há qualquer coisa a nascer, bem dentro no fundo de mim. E há uma força a vencer, qualquer outro fim...Não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu... É que hoje parece bastar... Um pouco de céu" (Mafalda Veiga, "Um pouco de céu")
Sim... talvez um dia Ele apareça para almoçar... ou talvez nos encontremos num qualquer fim de tarde na praia... ou às compras no Jumbo... nesse dia tenho a certeza que não te vais lembrar que ele foi o bocadinho de céu que me apareceu no meio das nuvens, que reinavam na beira de abismo que nunca deixaste de ser na minha vida. E no meio da tempestade de coisas que eventualmente possam ser sentidas, Ele vai ser sempre Ele, e vou respeitá-lo até à morte por ser quem é, aconteça o que acontecer. E a única coisa que te vou pedir nesse momento, e que sei que vais perceber e compreender, é que o respeites também, quanto mais não seja por ter sido tudo o que tu não foste por mim e para mim.
*
Por tudo. E acima de tudo porque sei que me lês.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O saudosismo...

Depois disseste-me o pior de sempre... "Não, não tenho saudades tuas"...
Pergunto-me como é possível não ter saudades de alguém... Eu tenho sempre saudades... Em último caso, e principalmente, de todos os momentos bons que passei seja com quem for. Eu morro de saudades de tudo e de mais alguma coisa. De todos aqueles que um dia, por qualquer motivo, passaram pela minha vida. Tenho saudades das coisas que senti em cada momento e que sei que não vou voltar a sentir nunca mais. Tenho saudades... e ter saudades é, para mim, uma forma de saber que cada uma das pessoas que passaram pela minha vida ainda mantém lá o seu cantinho, me foram importantes à sua maneira...
Não teres saudades minhas, V., é a maneira sublime de me dizeres da não importância que algum dia não tive na tua vida.
Não teres saudades minhas e dizeres-mo abertamente foi o pior de sempre. A destruição de um sonho.
E não, não me magoaste... pior... desiludiste-me!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Então e daqui a 10 anos?

Ontem falei ao telefone. Assim 2 horas... 3, 4... não sei... perdi-lhes a conta... Também não as contei. Assim de repente achei a matemática uma das coisas mais absurdas da vida. Apercebi-me que uma pessoa na verdade NÃO É o b.i. que tem, é uma pessoa... e pronto...
Depois, uma e outra vez, senti-me bem... senti daquelas coisas que não se conseguem explicar. Senti que eu própria não me conseguia explicar... porque na verdade há coisas que não se explicam. Acontecem. E pronto.
Tentei explicar o processo de construção duma casa. Tentei mostrar que eu sou eu.
E depois, depois queria dizer-lhe tudo. E ao mesmo tempo apetecia-me ficar a ouvi-lo. Queria que ele soubesse que sim. Queria que o tempo corresse. Queria não ter idade. Queria que não tivesse medo. Podíamos voltar a crescer e ser crianças outra vez? Podíamos...
Sabes... o que sei é que de alguma maneira sinto coisas estranhas que não sentia há séculos... Borboletas na barriga. Asas nos pés. Sorrisos assim daqueles com a língua de fora.
Ah... e hoje de manhã saí de casa com o cabelo solto... como te prometi :)
Beijo bebé =)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

É da idade...

O pirralho ali do lado... a quem chamam Sôr Dotor... acabou de passar... não pude deixar de reparar na pequena saliência na sua parte frontal... vulgo... o porta chaves tem barriga!! :P falta de exercício... I guess... :P ........ [apesar da notória boa disposição de hoje... então!? tão contentes com o resultado do sporting porto?!!?]
*
E eu diria..., em palavras de Gabriel Garcia Marquez "O motorista preveniu-me: Cuidado, sábio, nessa casa matam. Respondi-lhe: Se é por amor, não importa"...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Alegações Finais...

Com a devida vénia,
Sr Dr Juiz, Sr Procurador, Ilustre Colega e Demais Presentes
Numa tarde ha muitos anos, tinha eu 5 anos, vou ao meu quintal e encontro o meu cão com um coelho na boca. Esse coelho era o coelho dos meus vizinhos do lado. Em pânico, e na minha inocência juvenil, pego no coelho e pu-lo dentro da gaiola dele, sem que ninguém reparasse. Tudo se passou tranquilamente. Passado uns dias os meus pais têm uma conversa comigo. Falam da insegurança que se começava a viver naquela altura e contaram-me que o coelho dos vizinhos tinha morrido e que eles o enterraram no jardim. Depois, um maluco tinha desenterrado o coelho e posto outra vez na gaiola.
Desde essa altura que achei que a minha vocação era a justiça. O arguido, aqui presente, meu irmão, tinha na altura um ano. A sua vida alterou-se radicalmente.
Ao contrário de mim, é uma pessoa socialmente integrada, lê revistas cor de rosa e vai às festas do Jet7. Dá-se bem com pessoas tão essenciais ao desenvolvimento deste país como a Isabel Figueira ou o Albano Jerónimo, com quem, aliás, almoça diariamente. Tem um emprego que lhe permite passar o dia inteiro a jogar computador. Possui um bom carro, pago pelo avô, sem este saber, aquando da sua estadia no hospital, de onde veio a sair há coisa de 4 meses, morto. É uma pessoa da classe média alta, que todos os dias tem o pequeno almoço na cama, trazido pelo pai, pessoa já idosa, que todos os dias se levanta às 6h30 da manhã, cerca de duas horas antes de ter de se levantar para ir para o trabalho, para lho fazer e levar à cama. Quando se deita, tem també, diariamente, uma peça de fruta descascada e partida, além de uma garrafa de leite com chocolate aberta, com uma palhinha.
Assim, face ao supra exposto, não olvidando o trauma que sofreu com a história do coelho, quando tinha apenas um ano e que se terá passado com a irmã, não esquecendo também que o arguido é um princípe, tratado de acordo com a sua condição social, vem a defesa pedir pela sua absolvição.
E com certeza este tribunal fará a justiça que lhe é costume.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Um Must Read... "A Cova do Lagarto", de Filomena Marona Beja


Prosa escorreita e dinâmica, por vezes a lembrar o Poeta e o seu, tão nosso, Álvaro de Campos. Mas não podia ser de outra maneira... O dinamismo do Homem que contra ventos e marés reconstruiu Portugal. Aquele que mesmo ensombrado pelo Outro, nunca deixou de alcançar os seus objectivos, de ver o Sol. O workaholic inveterado, com uma pérola na gravata, que languidamente ajeitava todos os dias. Adiante. Vítima da sua querida tecnologia. Estaria para casar? Não importa. Adiante!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sonhos de uma noite de Verão

Ontem a noite foi maravilhosa... de sonho. Mia Couto é o género de homem que encanta e cativa com o olhar. A tranquilidade e a sinceridade. O sotaque. O ser quem é e não ter qualquer problema em assumi-lo...
E citando-o, ainda...
*
Consigo agora escrever e pensar sem ler o teu nome nas entrelinhas... "O tempo é o lenço de toda a lágrima"... Sonho-te, é certo, mas "sonhar é um modo de mentir à vida, uma vingança contra um destino que é sempre tardio e pouco"... nos meus sonhos és quem sempre me foste, e não o outro, o outro que és agora. E durante a noite gosto-te... mas depois passa... durante o dia perco-me por aí... corrompo e sou corrompida, desgasto-me e renovo-me constantemente. Sob o espectro de uma aprovação divina, caio em tentação... e gosto... "se Deus não nos ajuda, como recusar o auxílio do Diabo?"...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Susana dixit...

"por mim tudo bem desde que ele cumpra os seus deveres sexuais e emocionais comigo" - ah pois toma lá... :P

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Maria Inês dixit...

Eu encontrei-te a ti e tu escontraste-me a mim... é bonito e simples... (e profundo)...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Para mim tanto me faz... (DZRT)

Hoje de manhã estava a ouvir um programa na rádio, que me fez pensar... qual será a música que daqui a um montão de anos eu vou lembrar como sendo "a" música? E o meu primeiro instinto... que confesso me deixou assim um bocado envergonhada, foi "How to Save a Life"... após esse primeiro momento romântico... [A culpa é do Dereeeeek!!!]... pensei em "Rain", dos Guano Apes... em "Ice Queen", Within Temptation [mal posso acreditar que ninguém queira ir ver comigo... :(]... e ainda em muitas outras... concluí finalmente que as músicas são como tudo na vida... depende do momento em que as vivemos, do momento em que as pensamos.
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Acabei de me lembrar de Elis Regina "Romaria", de "Love of my life" dos Scorpions e ainda de Xutos E Pontapés... Podia ainda falar do "Não vou ficar", dos Delfins, ou da música do Peixinho do Mar, dos Onda Choc...
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Ainda estou pasmada com a história das girafas quase não dormirem... (5 a 25 minutos por dia parece-me tão estupidamente perfeito...)...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Inquérito...

Tem saudades de ver o Tony Carreira na televisão?
...
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Do que eu tenho saudades é de uma bela noite de descanso. Ficar só por ficar, sem stresses e sem nada para fazer. Tenho saudades de pensar. De ler um livro. De estar com um amigo longas horas à conversa. Tenho saudades de Cuba. De Melides. Da Rachel. Tem dias em que também tenho saudades de Meruge ou de Moçambique. E de Barcelona. Sempre. Tenho saudades de quando andava na escola primária. De quando tinhas TPC's. Tenho saudades da faculdade e das conversas com o Paulinho. Tenho saudades de me apaixonar. De um beijo apaixonado. Às vezes tenho saudades do Tiago. Nem sempre. Tenho saudades... muitas... que matam... do meu avô. E do outro avô. E da Rute. Tenho saudades de ler a "paixão de Jane Eyre" e de comer M&Ms enquanto estudo.
(lista que pode vir a ser actualizada)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Assim... em jeito de confissão...

"vou hoje ver com o K.... é simbólico... estamos-nos a dar outra vez lindamente. Não sei como pude (sim, a culpa foi minha) achar que podia dar algo mais. Somos isso mesmo Amigos. É a única pessoa a quem tou a confiar a 100%. Cada dia me sinto mais fechada. Não sei... não consigo abrir me à primeira... e as pessoas não têm muito tempo... ele finalmente tem tempo para mim... sei lá... é mesmo muito bom. Ele pediu me pa ir. E... depois amanha logo comento..."
*
E tu R., sempre tu, claro. Inesquecível, inconfudível. Tu!

Kiko said...

"Nada como criar um vazio moral para a plenitude das acções."
[Acho que esse vazio moral, apesar da busca diária, incessante, sôfrega e desesperada... não quer nada comigo. Apesar de por momentos parecer que se atinge a plenitude. Sentir. Viver ao máximo, em êxtase... de repente o resto da vida aparece... em tsunami.
That's what they call memory, history...??!!