quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O medo do futuro e o futuro do medo...

Ela escreveu-lhe:
"Amor,
A verdade é que não sei por onde hei-de começar.
Talvez pelo mais importante...
Quero que fiques. Que fiques comigo. Que não vás e que, principalmente, não me deixes. Nunca te esqueças, meu amor, que sim, que há longe, muito longe, mesmo quando estamos perto. Podes estar do outro lado do mundo, mesmo quando na verdade estás apenas do outro lado do vidro. Quero que enquanto der certo ENTRE NÓS o resto do mundo seja apenas um acessório, daqueles desnecessários [como os meus terríveis casacos ;)], quero que te esqueças desse medo que eu sei que tens... não adianta atirá-lo para trás das costas. Ele vai estar sempre lá. Quero que confies em mim. Quero que saibas o quanto de adoro. Queria também que soubesses o importante que és para mim, que te vais tornando para mim... Mesmo apesar das coisas que não me dizes e que me garantes que eu não sei. Mesmo apesar de olhares para mim como um pai olha para uma filha.... Sabes que por vezes sinto o mesmo quando te oiço? Sinto-te outra vez um miudo... e eu a pessoa grande a dizer para não teres medo. Eu vou estar sempre aqui amor..."
Parou porque tocou o telefone...
Era ele: "Está tudo acabado entre nós."
*
Esta história tem uma continuação. Ela chorou, respirou fundo e seguiu em frente. Depois, um dia, ele viu-a do outro lado do vidro. E quis. Só que nesse dia, como sempre, como nunca, já era tarde demais...

1 comentário:

maria disse...

extremamente triste