quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Arte Moderna, Contemporânia Abstracção ou uma tarde bem passada?

Pergunto-me o que foi tudo aquilo? O que me fica na memória e o que me tocará, no futuro, a forma como olho a arte...? Não sei. Tal como em tudo o resto - como algum uma vez me disse - eu preciso de conhecer toda a realidade que me rodeia, não consigo deixar de procurar descobrir os porquês do que por aí existe. É verdade. E a arte - ou melhor, a minha paixão por ela - é um reflexo disso: gosto de vários estilos, de vários pintores, de várias técnicas...sei o que não gosto, mas é-me muito difícil definir o que gosto. Porque é vasto.
Por isso, talvez seja esse o motivo de ter considerado tão interessante e tão "útil" - no sentido de me alimentar a alma - a tarde que passei no CCB, passeando pelos corredores do agora "Museu Colecção Berardo". A primeira surpresa encontra-se logo aos primeiros metros do percurso recomendado: uma tela em que o Sr. Comendador Joe se converte por breves momentos em "José Berardo" (assim reza o título da obra), num retrato de múltiplas perspectivas, que o torna simultaneamente no primeiro, mas também no mais insignificante momento da exposição. A posição é estratégica. Ali está ele, à entrada, mas simultaneamente à saída, numa passagem obrigatória... Mas agora penso...não são todas obrigatórias? Adorando ou rejeitando cada expressão de arte que ali podemos apreciar, a verdade é que é um atentado à cultura e ao respeito por nós mesmos recusarmos liminarmente a observação de qualquer uma das obras ali detidas...
Falava com a Raquel, partilhando interrogações mútuas ou por vezes adivinhando sentidos distintos na interpretação do que ambos estávamos a ver... No mesmo ponto tivemos certamente a inspiração para seguir caminhos distintos...quem sabe se opostos até.
É na variedade e na falta de sentido, na brisa indefinida que nos faz pensar como tudo ali, ainda que ordenado, se apresenta tão aleatório...mas tão formoso, parece-me.
Precisarão de grande capacidade de abstracção, precisarão de se deixar invadir pelo que de mais instintivo e apriorístico o vosso ser tem para vos dar. Sintam, sem pensar...e depois sim, se quiserem (como eu quis), pensem...misturem-se com a obra e raciocinem, não centrados no que vêem, mas no que sentem. Mas esta é já uma perspectiva muito intimista da exposição. Para mim foi esse o prazer que dali resultou. Foram os raciocínios complexos, camuflados e nitidamente não revelados...

Recorro por isso não a obras lá expostas, mas à criatividade de dois pintores cujo trabalho integra a colecção, para vos entusiasmar...
Por isso, com a ajuda de Max Ernst, "convido-vos" a encararem esta exposição como uma floresta em que tudo vos é desconhecido. Há muita cultura por "desbravar", por descobrir e o espírito de cada visitante terá de ser o mesmo de cada aventureiro que se predisponha a seguir este caminho para algo denso e cada vez menos nítido...competirá a nós receber a cultura, tão clara quando ela sempre se dá a conhecer, mas no seu espaço, no seu momento. A exposição - possivelmente como esta floresta - reserva a cada passo uma nova surpresa.

Mas para que a exposição vos não desiluda - como poderia eventualmente desiludir esta obra de Grace Tailthorpe - , entrem já abstraídos, já expectantes de algo novo, já disponíveis para qualquer coisa que não irão perceber à partida - nem mesmo, eventualmente, no final...
Só assim algo ali terá sentido.
Vão e aproveitem.
E mesmo que à saída sintam que não houve ali nada que vos tenha agradado, ainda assim sobressai toda a utilidade da cultura que em curtos labirintos se expõe. Somos seres críticos, somos sensíveis, somos gente. Duvido que os autores ali representados tenham alguma vez pretendido agradar. Se a alguém aquela obra agradou foi a si mesmos, que se expõem no que tornam público.

E quem não gostar, critique ou inove...mas não se acomode. Afinal não é isto, a arte? Não é isto a inovação? Não é isto o que nós somos?
Acredito que Hegel tem razão...acredito que tudo é tese, antítese e superação.

Um último reparo...Juntem-se e passeiem acompanhados...
Mesmo que tudo o resto que, em parágrafos anteriores relato, seja uma emoção artística que não consigam partilhar comigo...houve nesta tarde algo que pode, com todos funcionar...tive uma óptima companhia (a ti um obrigado enorme Raquel!)!
Assim, após terminarem a vossa visita, partilharemos a consideração de que, mais não seja, pela companhia, foi certamente uma tarde bem passada!

terça-feira, 31 de julho de 2007

O inicio de um novo inicio...

Acabou ontem. Recebi a nota de medicina legal. E de repente abre-se um vazio. Algo que nunca ninguém poderá compreender, por ser um sentimento só meu... São as minhas recordações, os meus 17 anos de escola! Acabei como comecei: chorei no primeiro dia de aulas... chorei no último... chorei no primeiro ano porque me sentia frustrada, akilo tudo parecia-me demasiado fácil, chorei no último por uma melhoria, porque tinha medo de ter nega a medicina legal... E de entre as centenas de pessoas que passaram pla minha vida, não posso eskecer as que de alguma maneira me marcaram... sem eskecer de todas as outras que por falta de espaço nao posso mencionar... ana margarida grilo, ana sofia valente, hugo suspiro, ines salvado, rodrigo rola, ana paula, sandra, gemeos, ana correia, ana andreia, janita, ines aguas, lara, rodrigo eusebio, carolina pereira, vanessa, berta, carolina moura, rachel, francisco, spooks, paulo p, celia, ze...
nao posso deixar de relembrar akela q esteve sempre lá, que partiu sem nunca me deixar... RUTE. E akeles que apesar das voltas que a vida dá, vão ser sempre os meus meninos... Helder, Gonçalo, Rui, Kiko, Paulinho...
Não me vou eskecer nunca de tao bons momentos passados... abre-se agr uma nova porta... um novo futuro... a maior parte das coisas transita comigo para esta nova vida: todos akeles de quem nao me vou eskecer... o meu passado desde que dele tenho memória...
Nao kero encostar a porta sem agradecer a todos akeles que me ajudaram ao longo do tempo...
Quanto a ti, (Ele), que sabes kem és, prefiro agradecer te com o meu apoio, com a minha confiança em ti, com a minha fidelidade, com o saberes que podes contar comigo, aconteça o q acontecer! E agora, no inicio de um novo inicio, prometo te que, no fim de tudo, quando achares que talvez valha a pena, ainda lá vou estar, com um sorriso, à tua espera...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Se perguntarem por mim digam que voei... e nesse momento já vou estar bem longe, escondida debaixo da cama!

terça-feira, 10 de julho de 2007

Em solidariedade contigo Joana... não tenho ideias :P ou melhor,tenho,mas todas se referem a trabalho. Portanto,não tendo nada para dizer,talvez o melhor seja calar-me e voltar para o estudo. Hmpf,praia de manhã, estudo à tarde e à noite. Quem não precisa de férias? Saídas com o namorado? Praia de manhã à noite? Copos com os amigos?
God,make me good,but not yet!

domingo, 8 de julho de 2007

Um mundo a preto e branco...

E ainda numa de casamentos... (não, ainda não é desta que vos convido para o meu... isso são cenas dos próximos capítulos ;))... deixem-me comentar a bela "cerimónia" a que tive o prazer de assistir... ou será a palavra correcta... "farsa"?!... "comédia"?!... "drama"?!... ou será que para eles (noivos)... afinal tudo não passou de uma "tragédia" a que, como qualquer ser humano, se vão habituar e aceitar com resignação???
Depois de uma noite de aniversário perfeita... (sem pedido de casamento...)... uma noite sem dormir... aí estamos nós no belo do pequeno almoço... com o noivo a queixar-se off the record que se casa porque é obrigado... deparamo-nos então com a crua realidade... (que já estava cansada de saber)... ele casa-se para nao ficar encalhado, ela casa-se com o dinheiro dos pais dele... resultado: uma noiva trombuda, um noivo com o mundo às costas... e no meio daquilo tudo uma falta de cumplicidade, de carinho, de ares apatetados de felicidade...
E no entanto... tenho a certeza que vão ser um casal "feliz" na sua resignação... que vão ter uns filhos daqui a bastante pouco tempo, porque essa é a vontade dos outros: que sejam felizes e que tenham bebés... que é para serem ainda mais felizes... e tenho a certeza também que nao se vao divorciar... que vao continuar unidos para o resto da vida... que vao morrer todos os dias um bocadinho, perder a cor... acinzentar-se... transformando-se nisso mesmo... cinzas do que poderiam ter sido...
Algumas certezas ainda... se algum dia casar (algo que eventualmente não está assim taaaaaaaaao longe)... podem ter a certeza que nesse dia não vou ser apenas um arco iris, mas um bocadinho de todas as cores do mundo... que vou ser a pessoa mais feliz ao cimo da terra...(hmmm... misteriosamente já vou sendo...)... que sempre disse que só me casava quando encontrasse a pessoa certa... e neste momento, pela primeira vez na vida e independentemente das voltas que a vida dê... sei que encontrei... que nunca me vou casar porque sim, porque me obrigam... mas porque QUERO!...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O casamento dos nossos avós...

Li num blog de uma amiga um post sobre o aniversário de casamento dos avós... 57 anos... sem dúvida uma quantidade de anos impressionante...
Dei por mim a pensar nessa bela instituiçao... o casamento... como é público... nunca foi coisa que me passasse pela cabeça... ok ok, talvez ultimamente - provavelmente quando conhecemos alguem que pode ser a pessoa certa, mudamos um bocadinho de ideias... - tenha pensado na eventualidade de isso acontecer um dia... mas nao fujamos ao assunto... o casamento... se um dia casar, é para toda a vida... (ok... um dos muitos motivos porque nao tenho bem claro que algum dia me case :P )... e para dar esse passo com alguem... tenho que ter a certeza que essa pessoa está na mesma "onda" que eu... que existe confiança, compreensao, respeito... partes integrantes do amor...
Voltemos agora aos velhotes, que agora celebram 50, 60, 70 anos... uma vida de facto... agora já nao se vê... e porquê? Será que o povo decidiu banalizar o divórcio??? Ou será que agora as pessoas já não toleram aquilo que se tolerava antigamente... agora o ter um amante, o bater na mulher ou no marido, o facto de ser possível o divórcio são factos que levam a que a taxa efectivamente aumente... a que a instituição efectivamente seja usada...
Não me deixo levar em cantigas de ai tao bonito que é o amor dos velhotes... passaram uma vida juntos... etc etc... convivo com eles e posso garantir lhes que sao pessoas como nós... que muitos nao se divorciaram porque nao podiam (o divórcio deixa de ser possível com o Estado Novo e só volta a ser instituido em 1981), que muitas senhoras apanharam bastante para hoje poderem dizer à boca cheia que estão casadas ha 64 anos (e continuam a apanhar!!! Mas salvem-se as aparencias... :P), e que apesar da idade, ainda, depois de se divorciarem, têm tempo para se voltar a apaixonar...
Tenho dito...
(Ah!... O meu avô efectivamente tinha vários affairs... o outro desconfio que algum dia tenha dado um par de estalos na mulher... mas como ela morreu nova... pode ser que com um cadito de sorte se tenha safado ;))

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Um "eu" desiludido...

Bolas... claro que ao sermos pessoas e andarmos por aí arriscamo-nos a ouvir de tudo... o que gostamos e o que não gostamos... o que queremos e o que não queremos... mas acho que hoje... independentemente da pessoa que o disse... da maneira como foi dito, e se a pessoa queria ou não dizê-lo... ouvi algo que me magoou bastante... "Entre tu e ele, prefiro o jantar dele, porque o conheço há mais tempo"... isto referindo-se a um hipotético jantar de anos... como é sabido, por motivos vários, não faço jantar de anos... de qualquer maneira... existe uma hierarquia de amigos, em que preferimos uns aos outros?! A hierarquia eu sei que sim... mas é também necessário "atirar" à cara da outra pessoa... que nunca nos fez nada de mal, como se fossemos todos crianças de 7 anos... "gosto mais dele do que de ti?!"... quem me conhece sabe como sou... dou sempre o meu máximo para ver os outros contentes - seja quem for a pessoa... seja qual for o grau na pelos vistos existente e tão importante hierarquia de amigos, tento sempre não dizer coisas que possam magoar desnecessariamente a outra pessoa... tento ser correcta e cordial, educada, numa tentativa de não deixar as outras pessoas como me deixaram a mim...
Gosto muito de fazer anos... e por gostar tanto apenas convido para passarem comigo esse dia as pessoas mais importantes da minha vida... pessoas que eu tenho quase a certeza que não me dizem que não, e que mesmo que digam o fazem por terem um motivo muito importante...
Assim, e sendo esta mais uma lição para a vida... vou fazer anos sim, com um jantar, como deve ser, mas com tolerância ZERO... vão apenas aqueles que me põem sempre à frente de toda a gente... Papá, Mamã... ;) (Ele?? ;))

terça-feira, 26 de junho de 2007

Nós?! :P

Viver-te...
Viver numa sombra iluminada...
Saber que sabes que mesmo longe, eu estou lá... e que podes contar comigo para o que der e vier...
E depois ficamos e estamos quando sim e porque sim... e morro de saudades o resto do tempo...
Também há os dias carregados de sentimentos boomerang... sentimentos que se estilhaçam aos meus pés... mas que tu vais colando... e logo logo fica tudo bem..
Depois eu... eu com o meu mundo em ruínas... que a pouco e pouco se vai reconstruindo... EU reconstruo... tu és a força =) e a alegria, e o sol e às vezes a chuva e o vento... :P
E não és meu namorado... porque não... mas para mim és como se fosses... porque sim... (tu, tu, tu e só tu :P)
Porque tens piada, porque gosto de ti e de estar contigo... porque tens a tua vida e eu tenho a minha e no meio, como um diamante pequenino... há a nossa... [lapidar lentamente para não partir :P]
E se um dia quando acordarmos já não pudermos viver um sem o outro??!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ao ritmo do meu coração

Sem te ver, sem te alcançar,
ouço-te percorrer o mundo...
O meu mundo.

Não abro os meus olhos,
ou fazendo-o, fujo da luz,
rejeito abrir a persiana,
reservo-me ao encantamento da escuridão.

Sei que não conseguirei sentir-te,
nem ver-te com o meu olhar,
por isso fujo à desilusão
de saber que apenas te posso sonhar.

O sol vai alto,
as ondas balanças o mar
e em remoinhos aveludados pela rebentação
deixo-me naufragar nos sentimentos,
abandono o mundo que respiro e,
nessa espiral de confusões,
procuro ouvir-te mais perto,
no fundo deste mar que és para mim.

Anseio encontrar-te e, atento,
pressinto um sinal que me chama...
Pum-pum... Pum-pum...
Ecoas em mim...

Resta-me acordar e esperar adormecer de novo,
resta-me respirar o mundo para o qual morro cada noite,
esperando encontrar-te outra vez,
perdida e achada em mim,
guardada e cintilante...
...ao ritmo do meu coração.

domingo, 17 de junho de 2007

Hasta luego =)

Escrevo por várias razões...
Em primeiro lugar quero comunicar a minha ausência durante a próxima semana... vou para Aveiro fazer voluntariado, numa colónia de férias fechada, com idosos...
Em segundo... kero admitir que o faço por egoísmo (sim, Zé...), pelo prazer que sei que vou retirar do sorriso de cada uma dakelas 29 pessoas... pelas coisas que sei que vou aprender, por aquilo que sei que me vou divertir...
Finalmente kero deixar beijinhos... a todos =)
Boa semana =) divirtam-se, que eu vou tentar fazer o mesmo =) =) =)