sábado, 9 de junho de 2007

Aliiiiiive... em Oeiras... =)

Linkin Park... Pearl Jam... a Lara... Ele... mistura explosiva numa noite explosiva... e primeiro que tudo tenho que sentir-me orgulhosa por o MEU concelho conseguir organizar um evento de tão grande envergadura... e com sucesso... e apesar das festas este ano serem as piores de que me lembro... a verdade é que depois de uma Semana Académica, que apesar de não ter sido boa, também não foi má, depois deste Oeiras Alive - ainda por cima com bilhete à borla - acho que posso desculpar... :P
Linkin Park... fraquinho, principalmente depois do GRANDE concerto de Pearl Jam... apesar de terem tocado o "meu" In the end... Crawling... Numb... faltou qualquer coisa... faltou o morrer no palco, o dar tudo por tudo...
Pearl Jam... lindo... com um momento feio...
Lara... tu... tás LINDA miuda... quem te viu e quem te vê... "Já não uso preto porque agora sou feliz!"...
E tu... Ele... poder-te-ia dizer um milhão de coisas... mas... foi tão bom o teu "regresso"... foi tão boa a nossa noite... conversar um bocadinho contigo e tapar algumas lacunas que por vezes a falta de diálogo não conseguiram preencher... continuas com o mesmo encantamento... continuas lindo... e nas minhas estrelas és a maior... e ontem à noite foste o meu sol... (e tenho a certeza que não vais perder nunca a luz... como os da Optimus perderam...)... t'adoro... mesmo com mau feitio... mesmo sem tempo... porque tu és tu... e porque "gosto de si"...

GAL...

"Voz e Violão", de Gal Costa - uma revisitação dos seus 40 anos de carreira, prometia ser um dos seus melhores espectáculos de sempre...
A expectativa era muita e a fasquia era alta: cantar os maiores êxitos de uma tão longa carreira assim, sem mais do que um violão a acompanhar...
15 anos depois, Gal volta a pisar o palco do Coliseu... com um público maioritariamente sénior... com duas cadeiras apenas no palco (a dela não foi usada)...
Gal inicia então o seu "show" com "Minha voz, minha vida". Ao ínicio com alguns problemas de som, Gal consegue "acordar" o público com a terceira música "Azul". A partir daí foi sempre a subir... numa fantástica interacção com o público, ao som de grandes êxitos como "Meu bem, meu mal", "Chega de Saudade", "Chuva de Prata"... Consegue inclusivamente pôr todo a assistência, incluindo a masculina, a cantar "Já fui mulher eu sei..."
Com Luís Meira no violão, que demonstrou ser um verdadeiro mestre na sua arte, Gal cantou um tema inédito, cantou à capela, interagiu com o público, confessou ter saudades de Lisboa...
Embora tivessem faltado êxitos como "Gabriela" ou "Meu nome é Gal", a verdade é que Gal deu um verdadeiro "show", com uma voz clara e transparente como há 20 anos atrás, e ficando a promessa de voltar daqui a 2... foi sem dúvida um concerto insquecível... a não perder...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A doce e insustentavel leveza do ser...

É tao bom sentir me bem... =)

Olhar para dentro...

Uma vida passa mais depressa do que um olhar...
Um olhar que é muito mais frequente para o exterior do que para o interior...
O que fazemos nós, de nós próprios? Como nos avaliamos - se é que o fazemos - e por que razão não encontramos equilíbrio nas nossas emoções?
Pergunto-me se faz sentido pretender alcançar uma esperança de vida constantemente mais longínqua se, mesmo com os limites que a ciência e a natureza nos impõem hoje, já nos custa viver em harmonia, viver em paz e, não raras vezes, se nos custa já ser felizes?
Quantas vezes olhamos para nós?
Quantas vezes nos preocupamos em valorizar o que temos de bom? Aparentemente, quando olhamos para nós, para nos avaliarmos, ressaltam os elementos mais negativos...tantas pessoas deambulam por aí, vivendo e remoendo as suas depressões...e muitas das vezes, são pessoas únicas, especiais, que facilmente se poderiam constituir em modelos para muitas coisas...pela inteligência, pela beleza interior, pelo espírito de sacrifício, pela dedicação aos amigos...
Ao não olharmos para dentro, rejeitamos olhar uns para os outros. Porque perdemos a maioria do nosso tempo a avaliar quem o nosso olhar persegue, no exterior. Preocupamo-nos mais com o que queremos ter, com o que queremos parecer, esquecendo o que já temos...

Pego em Eschner, um artista que não valorizava, até há pouco tempo, quando uma amiga minha me fascinou ao falar dele... Olhemos para nós mesmos...
O que vemos? O que sentimos? Devemos acreditar na realidade que o espelho nos dá a conhecer?
É algo contraditório falar nestes termos, porque devia ter a força interior suficiente para não ser tão hipócrita e assumir o meu constante pessimismo em relação a tudo. Sou o primeiro a inserir-me nos moldes que pretendo desenhar.
Mas não deixo de reflectir sobre este assunto.
Sem procurar grandes respostas (porque face a grandes perguntas parcas costumam ser as certezas), encontro nesta imagem uma situação intrigante... Adivinhar o futuro é a função clássica da bola de cristal. No entanto, aqui ela é utilizada como um mero ponto de observação, como um mero reflexo da realidade. E ali, na extremidade de um braço esticado, ali, tão longe e tão perto, vemos o reflexo de nós mesmos, ou pelo menos dele, o artista.
Não será um auto-retrato expansivo, mas conciso. Caracteriza o Reflectido mas não exprime grandes traços que o qualifiquem...não é um reflexo denso como aqueles auto-retratos em que podemos contemplar a suavidade da pele, a profundidade do olhar. É apenas um reflexo, nada mais. É a realidade vista por uma bola inerte...de cristal.
Ainda assim, nesta gravura, Escher não resiste a pedir ajuda a um objecto exterior, acessório, para ver o que o rodeia e para se ver a si mesmo nesse ambiente. Ainda aqui, o que se reflecte essencialmente é o que se vê e não, numa perspectiva mais global, o que se é. Não se extrai qualquer reflexão interior...
Contudo, esta obra é complementada na perfeição por outra, muito simbólica, muito intrigante, também de Escher.
Aqui, há muito mais profundidade visível do que na primeira gravura. Ainda que tudo isto seja uma análise muito superficial, a verdade é que uma mera primeira impressão, suscita imenso interesse por desvendar as mensagens escondidas atrás de cada traço...
Escher assume uma posição de destaque na capacidade de expor ilusões de óptica, pelo que concretiza uma visão muito intrigante do que nos rodeia. Afinal, onde acaba o que existe e onde começa a ficção?
Cada um é livre de retirar conclusões do que vê nesta obra, mas o meu pensamento espontâneo quanto a ela foi, imediatamente, «cada um é aquilo que constrói». As mãos que se completam, permitem dar corpo ao "resto" que as liga ao todo que é o corpo, mas que, contrariamente a elas, não pode desenhar, logo, não pode construir. Mas o que as mãos desenham, apenas resulta do que o cérebro pensa e cria e a fiscalização dessa aproximação entre a criação e o pensamento do criador, apenas se alcança pelo que os olhos apreendem dos traços desenhados... Uma total dependência que não se intui directamente, mas que existe... As mãos que agora desenham, já antes foram o suporte para o cristal reflector, assumindo ser elo entre o pensamento e a realidade...
E de tudo isto, resulta o tal pensamento. De facto, por sermos complexos e dotados de múltiplas capacidades, podemos ser aquilo que quisermos, desde que nos valorizemos, desde que queiramos sonhar, olhar o mundo, confiá-lo à liberdade da nossa imaginação. E aí, numa simbiose única entre o que somos - entre o nosso valor - e o que vemos - o valor do que nos envolve -, aí sim, por "mãos à obra" e desenhar, criar, concretizar...algo de novo, algo de nosso...algo bom.

Que assim seja.


N.B.: Mantém-se a questão...Porquê tanto elogio ao humano e à individualidade de cada um, se me assumo sempre como um pessimista? Pela simples razão de não encontrar a perfeição na concretização dos meus sonhos. Não encontro o júbilo pelo erro constante face aos meus projectos...nada, nunca nada me agrada plenamente. Mas porque me falta o toque de artista, que em Escher, como em muitos outros, é completo. Em muitos outros, que acredito, possam ser vocês... Aqui fico, resguardado nos meus sonhos, aguardando a vossa arte, congratulando-me pela liberdade que dão ao meu pensamento!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Hoje...

"Porque será que gostamos de pessoas que sabemos que nao se importam connosco?"... "Porque é que por muitas voltas que uma pessoa dê, nunca se consegue desligar do passado?"... "Nossa tristeza é a seguinte: ganharmos sem nunca chegarmos a ser vencedores"...
Uma maravilhosa peça de teatro... um grande filme... um bom livro...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Ponte... que ponte??? :P

É de noite... à minha volta corredores escuros... uma luz ao fundo do tunel... o Keeper of the Seven Keys na sala ao lado... estuda-se... ou morre-se por se fingir que se estuda... quando na realidade se boceja... morremos por nao fazer nada... limito-me a sentir o momento... único... mais vale tarde (ou de manhã :P) do que nunca... danço pelos corredores - pelos escuros e pelos iluminados - e sinto cada momento como se fosse o último... o primeiro... todos aqueles que eu nao aproveitei nunca e que no fundo poderiam ter sido a minha vida... estou aki... de repente começa a aparecer um... e outro... as luzes acendem-se...
ponte... que ponte??? :P (alguém tem uma ideia???)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O dia depois depois depois de amanha...

Eu sabia que isto ia acontecer... sinto um vazio enorme... e keria pensar noutras coisas, pensar no que tenho que estudar... pensar que amanha vai ser melhor e mais sorridente, no entanto... só consigo pensar nas coisas que de alguma maneira perdi e fui perdendo, naquilo que foi e nao volta a ser...
ok... as palavras continuam sem sair... os amigos sentem me um cubo de gelo... e eu... tudo o que quero... é conseguir sair da conchinha... ficar alegre, eskecer fantasmas... estar com amigos, conhecer pessoas...
preciso de um arco iris... algo que me leve rumo a um mundo novo...

domingo, 27 de maio de 2007

Após o grande Baile...

"fugiiiir... pra bem longe outro lugar..."... quando nada bate certo... quando sentimos tudo a afundar... quando nos queremos descobrir a nos proprios... quando queremos testar limites... por todos os motivos... apenas porque sim...
Se eu um dia destes desaparecer nao se admirem... provavelmente ando por ai algures...
Beijo...

sábado, 26 de maio de 2007

Sailing away...

Aqui vamos nós a caminho dos exames...
E, no cruzamento mais adiante, luz verde para seguir em frente, fugindo à rotina, conquistando o que, imaginado nos nossos sonhos, pretendemos por nós próprios tornar realidade...
Caminhos distintos, interesses difusos...mas uma amizade que, posta à prova, se tem de mostrar coesa, impenetrável, motivante!
O horizonte é a nossa meta, não temos definido qualquer destino...mas não andaremos à deriva. Seguiremos até onde o vento nos levar, com o balanço das ondas, cabos bem preços, velas folgadas, seguimos ora à bolina, ora com o vento de través, mas sempre, sempre confiantes!
A um futuro que seja sempre brilhante, com o voto de que a maré nos leve, a todos e a cada um de nós, a bom porto!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Um mundo cor de rosa... a preto e branco...

Faltam dois dias para o final... e sei que me estou a repetir... mas é tao dificil de aceitar... o futuro a transformar-se em presente a uma velocidade vertiginosa... e depois passado..., e eu sem saber o que fazer... tenho medo... sinto me fraca e desprotegida... tento apoiar me nos meus amigos... mas mesmo esses... uns estao como eu... outros so me dizem... "acabou se o que era bom"... nao é grande ajuda... é?... sinto me fraca emocionalmente... tento expulsar todos os "fantasmas" que assolam a minha vida... mas nao é facil... quando uns insistem em ficar... Cuba, Cuba... quando outros voltam do passado... Rui... és mesmo tu?? :P ... e quando aqueles de que mais necessitava neste momento um certo dia decidiram deixar a minha vida... Rute... por onde andas??... nao tenho fome, ou sono... quero viver tudo mais do que intensamente... no limite... dizer "Amo-te" a quem o mereça ouvir... deixar correr livremente todos os pensamentos... fazer os meus amigos saber o quanto gosto deles e a falta que me vao fazer (Paulinho, Pedro, Du, Monik, Berta, Angie, Edu, Bruno, Pipas, Francisco...)... e mesmo akeles que estiveram presentes na sua ausência... (Lloyd... sempre o mais presente dos ausentes..., João Valério, Miguel... :P), akeles que apareceram vindos de terras longinquas (Tiago, Paulao, Celine, Marta...), akeles que reapareceram das brumas (Carolina, Nuno, Hugo...), akeles que simplesmente "puff"... (Rachel, Joana, Catarina, Tania, Prima, Martina, Su...)... e a todos os outros que nao nomeei aki mas de kem nao me vou eskecer nunca... ADORO VOS!!!... do fundo do coraçao... e sempre sempre vao estar todos guardados na minha memoria... nao sei como vou poder aprender a viver sem vos ver todos os dias... vao me deixar um vazio enorme...
oh bolas... as lagrimas teimam em nao me largar... :'( ADORO VOS ADORO VOS...