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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

no primeiro dia depois de ti não era suposto fazer sol...

No dia em que nos conhecemos ofereceste-me uma foto tua. No pavilhão B. No dia das matrículas. E nessa fotografia tinhas uma tshirt verde.
Depois aconteceu. Dia 2 de Outubro de 1998. Nem sei como chegámos lá. Mas chegámos. O Filipe, o Bessa e o Cortinas cantavam o "Borrow" dos Silence 4. E despedimo-nos com um beijo.
E não foste justo comigo. Nunca. Sabias o quanto eu gostava de ti e sabes como sempre jogaste com isso. Do primeiro ao último dia. E mesmo quando estavas longe, nunca deixaste de ser o meu Helder... porque era isso que és... o meu Helder...
E depois... ias ser ou o pai ou o padrinho dos meus filhos. E "mais vale com um gajo que é o meu melhor amigo, aos 14, que com um manfio qualquer aos 18..." E a joaninha, a ritinha, a raquel, a tânia, a margarida... o Portela... E exististe na minha vida e existes e não podias ter saído assim... E era bem feito que partisses uma perna... Era LINDO quando o Sporting perdia... e saaaaaaaabes como era maravilhoso quando te ficava a ver da janela, com os binoculos... E eras a excepção... E os jantares às escondidas... Tudo na maior das inocências.... porque se houve alguem com quem nunca pequei... foi contigo... estavas para lá da tentação, porque eras o intocável, remember?! :)
Ness... onde quer que estejas, onde quer que vás... acredita que nunca me vou esquecer de ti... porque levas uma parte bastante importante de mim... tal como eu prometo guardAr comigo para sempre a tua... e nunca me vou esquecer que "os homens não odeias as mulheres"...
E isto era amor... :) e sem ti hoje... não dá...
"I guess I'll try again tomorrow"...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ai, Margarida... nem mais....

Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
— (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.
E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
— Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.
(Cristina Branco, Ai Margarida)
Se calhar até me podias cantar ao ouvido... ou não... enquanto isso eu ficava em silêncio a arder no gelo dos teus olhos verdes... era Primavera na mais densa noite de Inverno.. enquanto chuvia na rua lá fora, borboletas voavam na barriga.... cá dentro...
e depois... depois...
O silêncio do Bairro, a madrugada escura, a chuva miudinha... e nós debaixo de um candeeiro, abraçados. Sem tempo. Aconteceu...
Se me desses a tua vida... não sei... logo se via =)